Em São Paulo, Al Gore defende internet livre

Ex-vice-presidente dos Estados Unidos participou de palestra na Campus Party ao lado de Tim Berners-Lee, criador da web
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REDAÇÃO ÉPOCA
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“Defendam a internet. Não deixem a internet ser controlada por governos ou grandes corporações”, afirmou nesta terça-feira (18), o ex-vice-presidente americano Al Gore, durante sua apresentação na Campus Party, evento de tecnologia e internet que acontece em São Paulo até domingo (23). A frase foi muito repercutida no Twitter por pessoas que estavam presente no evento, que deve receber quase sete mil “campuseiros” – como são chamados os participantes.

De acordo com o Terra, Al Gore cumprimentou “os velhos amigos” com os mesmos ideais, como a senadora Marina Silva, que assistia à palestra e se mostrou solidário às vítimas das chuvas no sudeste do Brasil. O discurso de Al Gore seguiu uma linha de defesa do papel de uma internet livre para a democracia. Sigam seus corações e mantenham os sonhos das pessoas vivos, não deixem que a rede seja controlada”, afirmou.

Segundo Al Gore, é necessário trabalhar para mostrar às pessoas que a web é uma ferramenta incrível e as possibilidades de mudança social que ela proporciona são infinitas. Mas, para isso, é preciso assegurar que ela continue livre. “Divertir-se na internet é bom, mas considerando o potencial da ferramenta, que conecta o usuário a todo o mundo e oferece uma nova dimensão de ligação entre as pessoas, é preciso usá-la para o bem do mundo e ter certeza de que ela se manterá aberta e acessível a todos”, disse o ex-vice-presidente dos EUA.

A fala de Tim Bernes-Lee foi parecida: criador da web no final da década de 1980, o inglês defendeu que ela continua livre e aberta e falou muito sobre a importância de dados de interesse da população serem disponibilizados na rede. Berners-Lee contou que quando o então primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, perguntou “o que de mais fascinante a internet poderia fazer”, ele respondeu “colocar dados na rede”.Para que isso seja possível, os cidadãos precisam usar a rede de forma consciente, devem estar atentos ao que está acontecendo nela e, principalmente, protestar. “Em um primeiro momento, o usuário deve usar as próprias ferramentas da web, como Twitter e blogs. Se as pessoas não ouvirem, vá para as ruas, de forma pacífica”, disse.

RDF

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