Pacto Global desassocia mais de 2 mil empresas

O Pacto Global (veja lista), uma iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), desassociou 2.048 organizações por falta de prestação de contas sobre os princípios de responsabilidade social que se comprometeram a defender. O número é cerca de 25% do total de empresas, instituições e autarquias que aderiram publicamente ao projeto, que conta agora com 6.066 adesões em 332 países; 369 são do Brasil.

Criado em 2000 pelo então secretário-geral da ONU Kofi Annan, e mantido por Ban Ki-moon, o Pacto Global tem como objetivo estimular a prática de responsabilidade social na iniciativa privada. Baseia-se em dez princípios relacionados a direitos humanos, trabalho, meio ambiente e combate à corrupção. Dentre as descadastradas estão 72 brasileiras, a maior parte (17) do setor de mídia (agências de publicidade e de comunicação, jornais, rádios e TVs).

Como a adesão é voluntária, não existindo auditoria ou fiscalização por parte da ONU, o que se pede a essas empresas é o envio anual de um relatório apontando o que fazem para integrar os dez princípios à sua estratégia e às suas operações. Como essas 2000 empresas não o fizeram por dois anos, foram, pela regra, expulsas.

Segundo o chefe de Relatórios de Progressos do Escritório do Pacto Global, Jerome Lavigne-Delville, a desfiliação faz parte de um processo que exigirá mais transparência para quem participa do Pacto. “Por um lado, estamos sendo mais severos na aplicação de nossas medidas de integridade, para assegurar que todas as empresas participantes divulguem informações sobre seu progresso, todo ano. Por outro, introduzimos uma plataforma que dá incentivos e reconhecimento para empresas de todos os níveis fazerem progressos significativos em direção a uma implementação ampla dos princípios em suas estratégias e operações”, declarou ao Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)

A plataforma cria categorias diferentes de participação no Pacto Global, segundo o nível de transparência e de implementação dos dez princípios: básico, intermediário e avançado. A expectativa é que essa medida estimule melhorias contínuas nas empresas e crie parâmetros de comparação entre associados de tamanhos, setores e regiões semelhantes.

10 Princípios
Direitos Humanos
1) As empresas devem apoiar e respeitar a proteção de direitos humanos reconhecidos internacionalmente e
2) Assegurar-se de sua não participação em violações destes direitos.
Trabalho
3) As empresas devem apoiar a liberdade de associação e o reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva,
4) A eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou compulsório,
5) A abolição efetiva do trabalho infantil e
6) Eliminar a discriminação no emprego.
Meio Ambiente
7) As empresas devem apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais,
8 ) Desenvolver iniciativas para promover maior responsabilidade ambiental e
9) Incentivar o desenvolvimento e a difusão de tecnologias ambientalmente amigáveis.
Contra a Corrupção
10) As empresas devem combater a corrupção em todas as suas formas, inclusive extorsão e propina. 


*As informações são do PNUD.

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