Governo britânico propõe tolerar greve de 15 minutos sem desconto no salário

Sindicato-geral considerou proposta do premiê Davi Cameron uma bobagem

O governo britânico estaria disposto a “tolerar” uma greve de 15 minutos sem redução de salário no próximo dia 30 desde que os servidores públicos desistam da paralisação de 24 horas prevista para o mesmo dia. As informações são do jornalFinancial Times.

Estima-se que mais de 1 milhão de funcionários públicos do Reino Unido cruzem os braços no dia 30 de novembro em protesto contra as mudanças anunciados pelo governo no setor de previdência. As medidas planejadas, em geral, implicarão trabalhar mais anos por menos dinheiro.

Numa última tentativa de evitar a greve, um dos negociadores do governo, Francis Maude, indica neste sábado no FT que o Executivo do primeiro-ministro David Cameron aceitaria fazer vista grossa a uma greve simbólica de 15 minutos se, em contrapartida, os servidores suspendessem a convocação de 24 horas.

Caso a proposta seja aceita, os servidores manteriam o salário intacto, mas, com uma greve de 24 horas, o tempo paralisado seria proporcionalmente descontado dos pagamentos, tal como determina a legislação britânica.

Em reação à proposta, Brian Strutton, do sindicato-geral GMB, classificou-a como bobagem. “Estamos falando de uma greve, não de um intervalo para tomar chá”, ironizou.

Brendan Barber, secretário-geral da confederação de sindicatos TUC, disse que, se Maude quisesse que esta proposta fosse levada a sério, teria de sugeri-la aos trabalhadores, e não “utilizá-la como propaganda” em uma entrevista à imprensa.

Maude indica que, se os sindicatos não se esforçarem para conseguir um acordo sobre a previdência, se arriscam à introdução de novas restrições na lei de greve, que já é muito limitada no Reino Unido desde a época da primeira-ministra Margaret Thatcher.

Vários políticos conservadores, inclusive o prefeito de Londres, Boris Johnson, pediram uma mudança na legislação para proibir a greve quando não for aprovada em uma votação que tenha a participação de mais de 50% dos funcionários.

Atualmente, a paralisação é considerada aprovada quando mais de 50% dos trabalhadores votam a favor, independente das estatísticas de participação.

Anúncios
Esse post foi publicado em Filosofia do Direito: Temas da filosofia de Bobbio. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s