“Somos todos pescadores”

Dois pescadores artesanais, membros da AHOMAR (Associação Homens e Mulheres do Mar), foram assassinados no Rio de Janeiro e muitos de seus membros sofrem ameaças constantes.

A Baía de Guanabara é palco de conflito socioambiental devido aos impactos da instalação do Complexo Petroquímico Comperj e às restrições à pesca artesanal.

Entenda um pouco mais sobre a sua luta por proteção e por uma solução que concilie desenvolvimento e direitos humanos:

A Anistia Internacional emitiu em julho uma Ação Urgente instando as autoridades a investigarem as mortes e a garantirem proteção policial aos membros da AHOMAR. Veja como participar aqui.

O diretor da Anistia Internacional Brasil, Atila Roque, criticou o modelo de desenvolvimento adotado pelo País e a omissão do governo na proteção a ativistas ambientais e defensores de direitos humanos; leia aqui.

“Vítimas do desenvolvimento”

“Vítima do desenvolvimento”: assim dizia a faixa estendida no chão em frente a dois bonecos simbolizando pescadores assassinados. Foi uma imagem simbólica do ato público que encerrou um dia de mobilização e solidariedade em defesa da pesca artesanal e dos direitos dos pescadores da Baía de Guanabara.

São quatro pescadores assassinados e muitos outros ameaçados.

Alexandre Anderson de Souza, presidente da Associação Homens e Mulheres do Mar (AHOMAR), hoje está no programa federal de proteção de defensores dos direitos humanos devido as constantes ameaças que sofre.

As ameaças estão relacionadas a denúncias apresentadas pelo grupo contra a construção de um gasoduto na baía e o dano ambiental ameaça o modo de vida tradicional dos pescadores.

O Complexo Petroquímico – COMPERJ pertence à Petrobras, BNDES e Grupo Ultra e tem financiamento do BNDES.

Durante o ato, os pescadores solicitaram que a Petrobras os recebesse e ouvisse suas demandas. Mas isso não aconteceu.

“A Petrobrás disse que não vai nos receber porque as falas aqui no ato usaram palavras hostis. Mas hostilidade é pescador ser assassinado” disse Alexandre Anderson, depois da recusa da empresa em recebê-los.

Algumas faixas no protesto diziam “Somos todos pescadores”, uma chamada para que a sociedade se solidarize e apóie a luta dos pescadores da Baía de Guanabara por sua sobrevivência.

As principais demandas são:

. Que os todos os quatro homicídios e as atuais ameaças aos pescadores da AHOMAR sejam investigados

. Que a Petrobras e as empresas a ela vinculadas nas obras do COMPERJ atendam às reivindicações dos pescadores

. Que os danos sócio-ambientais causados pelo COMPERJ sejam reparados

. A revisão das licenças de grandes empreendimentos, conforme o reconhecimento das denúncias da sociedade, graves riscos à natureza, à saúde e à vida.

Fonte: Anistia Internacional. Com colaboração de Renata Neder.

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