Malala Yousafzai

Do Parade | Tradução Cristiana Martin

“Não se preocupe. O Talibã nunca vem atrás de jovens meninas.” Com essas palavras, Malala Yousafzai tentou acalmar sua amiga Moniba, assustada pelas ameaças que Malala e sua família vinham recebendo durante todo o ano.

“Eu não estava assustada,” escreve Malala em sua autobiografia “I Am Malala”, em trecho extraído exclusivamente pela Parade deste domingo, “mas eu passei a conferir se o portão estava trancado à noite e a perguntar a Deus o que acontece quando você morre.”

Em um país que já teve mais do que a sua cota de violência, o destino de uma adolescente pode não parecer muito relevante. Mas de alguma maneira, Malala Yousafzai do Paquistão conseguiu se tornar uma inspiração internacional. Ela tinha apenas 11 anos quando ela requisitou ao Talibã que meninas tivessem amplo acesso à educação. Sua campanha recebeu atenção global, um prelúdio para eventos ainda mais extraordinários. Em Outubro passado, assassinos Talibãs atacaram Malala, na época com 15 anos, no seu caminho de volta para casa após a escola, atirando em sua cabeça. No trecho exibido naParade, Malala descreve aquele dia e mostra esperanças para o futuro.

Antes de ser atacada, Malala frequentemente pensava o que ela faria se um terrorista aparecesse do nada e atirasse nela. “Talvez eu tiraria meus sapatos e batesse nele,” ela escreve. “Mas aí eu pensei que se eu fizesse isso, não haveria diferença entre eu e o terrorista. Seria melhor barganhar, “Ok, atire em mim, mas primeiro me ouça. O que você está fazendo é errado. Eu não sou contra você pessoalmente. Eu só quero que toda garota possa ir à escola.”

Ela não teve tempo de barganhar quando aquele dia chegou. “Quem é Malala?” o homem mascarado perguntou enquanto ele se inclinava diante de todas as duas amigas no ônibus que as levava para casa. Malala, que era a única menina com o rosto descoberto, relembra: “Meus amigos dizem que ele disparou três vezes. O primeiro tiro passou pelo meu olho esquerdo e foi até meu ombro esquerdo. Eu caí em cima de Moniba, com sangue escorrendo do meu olho esquerdo, e os outros dois tiros atingiram meninas próximas à mim… Minhas amigas me disseram depois que o homem que fez os disparos estava tremendo quando atirou.”

Sobre sua recuperação milagrosa, Malala diz: “Parace que esta vida não é minha vida. É uma segunda vida. As pessoas rezaram à Deus para que Ele me poupasse e ele me poupou por um motivo – para usar minha vida ajudando as pessoas.”

Esse post foi publicado em Direitos Humanos: Minorias. Bookmark o link permanente.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s