Ministério do Trabalho se compromete a analisar demissões no Santander

Da Contraf-CUT

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) denunciou no último dia 12 a onda de demissões e corte de empregos do Santander no Brasil, durante audiência com o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Manoel Messias, em Brasília.

Conforme estudo realizado pelo Dieese, com base nos balanços publicados, o banco eliminou 3.414 empregos até setembro deste ano. Apenas no terceiro trimestre, a instituição cortou 1.124 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, a redução foi de 4.542 vagas, uma queda de 8,2% no quadro de funcionários, que ficou em 50.578 em setembro.

“O Santander passou o Itaú e é hoje o banco que mais está cortando empregos, na contramão da economia brasileira que gerou 1,323 milhão de empregos nos primeiros nove meses do ano”, destacou o diretor da Contraf-CUT, Ademir Wiederkehr. “Isso ocorre ao mesmo tempo em que o banco obtém aqui 24% do lucro mundial, o que é um desrespeito com o Brasil e os brasileiros”, apontou. “O emprego deveria ser a primeira contrapartida social do banco”, defendeu.

De acordo com o levantamento do Dieese, o Itaú reduziu 2.883 vagas até setembro, o Bradesco, 1.975, e o Banco do Brasil, 1.529. Já a Caixa Econômica Federal criou 3.826 empregos no mesmo período.

“Queremos o fim da política de demissões, rotatividade, corte de postos de trabalho, terceirizações e adoecimentos de bancários, pois  é nociva não somente para o emprego e as condições de trabalho, como também para a sociedade, que acabando pagando mais seguro-desemprego e auxílio-doença diante do afastamento cada vez maior de funcionários”, ressalta Ademir.

Messias ouviu as denúncias dos bancários, reiterou o compromisso do Ministério em combater a alta rotatividade no país e se comprometeu a estudar as medidas que podem ser tomadas no âmbito do governo contra o processo de demissões no Santander e em defesa do emprego.

O estudo do Dieese aponta também que, “enquanto se verifica o sacrifício dos postos de trabalho no Santander, assiste-se ao crescimento da remuneração dos executivos do banco, tanto no Brasil como em escala mundial”. Entre 2010 e 2013, o ganho médio anual de um diretor do Santander cresceu 67% no país, chegando a R$ 7,915 milhões.

“Além disso, observa-se que cresceu anualmente entre 2003 e 2013 o retorno total do acionista do Santander em todo mundo”, enfatiza o Dieese.

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