A Morte do Trabalhador | Workingman’s Death (2005)

Uma das coisas mais tristes é que a única coisa que um homem pode fazer durante oito horas, dia após dia, é trabalhar. Não se pode comer durante oito horas, nem beber oito horas, nem fazer amor oito horas… A única coisa que se pode fazer durante oito horas é trabalhar. E esse é o motivo pelo qual o homem se torna tão desgraçado e infeliz a si mesmo e os demais”, dizia o escritor norte-americano William Faulkner.

É com essa reflexão que começa “Workingman’s Death” (A Morte do Operário) -, um impressionante documentário que percorre metade do mundo para denunciar a existência de trabalhos miseráveis que, na sua face mais desumana, praticamente desapareceram dos países ricos.

O diretor do documentário, o austríaco Michael Glawogger, segue as “mulas humanas” do vulcão Kawah Ijen (Indonésia), os trabalhadores do matadouro do mercado de carne de Port Harcourt (Nigéria), os desmontadores de petroleiros de Gaddani (Paquistão), os operários metalúrgicos chineses e mineiros clandestinos ucranianos para denunciar que os trabalhos mais miseráveis não desapareceram do planeta, apenas se tornaram invisíveis para os olhos dos cidadãos dos países industrializados.

“O trabalho pode ser muitas coisas. Com frequência mal é visível. Às vezes é difícil de explicar. E, em muitos casos, impossível de retratar. Mas o duro trabalho manual é visível, explicável e retratável. É por isso que com frequência penso que é o único trabalho real”, opina Glawogger, que ganhou o Prêmio Especial do Júri no Festival de Cinema de Gijón (Espanha) por Workingman’s Death. (Revista Forum)

Esse post foi publicado em Direitos Humanos, Direitos Humanos: Direito ao Desenvolvimento Sustentável, Direitos Humanos: Direitos Humanos e Empresas, Filosofia do Direito: Temas da filosofia de Bobbio. Bookmark o link permanente.

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